quinta-feira, 28 de julho de 2011

Planejar a manutenção - parte 1-

A atividade de engenharia é, nos dias de hoje, mais do que em qualquer outro momento, uma
atividade coletiva. O trabalho de equipe (time), o assessoramento de especialistas, o registro
de informações e a gestão de todo esse processo, encontra-se na atualidade, ao nível das
necessidades básicas.
Esse paradigma vem sendo impulsionado pelo mercado que exige máquinas e
equipamentos de baixo custo com qualidade, que execute tarefas cada vez mais complexas em
menor tempo, com segurança e máxima disponibilidade.
A manutenção industrial e os agentes de manutenção, nesse contexto, são motivados a
estudarem e reorganizarem o tempo em atividades que leve a tomada de decisão integrada ao
sistema de produção. O foco da discussão está apontado para sistemas de gestão da
manutenção, que possam fornecer resultados mais promissores do que os obtidos pela
manutenção centrada no reparo - MCR. O destaque atual está na manutenção centrada na
confiabilidade – MCC (RCM - Reliability Centered Maintenance) e manutenção para a
produtividade total MPT (TPM – Total Productive Maintenance).
O que está colocado no presente momento é como se fará a adoção das novas práticas?
Como correlacionar as atividades de manutenção praticada em nível de “chão de
fábrica”, com a confiabilidade, que é um atributo do projeto do produto, e com a
produtividade, que está num contexto gerencial mais amplo? O que deve ser identificado
como atributo norteador da relação confiabilidade e manutenção?
Estas questões têm nos motivado a fazer vários estudos, procurando imprimir conceitos e
procedimentos que considere estas questões e que as integre em todo o processo de produção.
Olhando ao longo da história do desenvolvimento tecnológico, nota-se que nos chamados
países do “primeiro mundo”, tecnologias e métodos de controle de processo foram sendo
testados e implementados. Algumas dessas experiências que tinham aplicações
específicas, como por exemplo, no setor aeroespacial ou nuclear, como no caso da
Manutenção Centrada na Confiabilidade (MCC), que se fundamenta na redundância,
entre outras diretrizes, expandiram-se, após adequadamente formuladas e, hoje, estão
presentes em diversos segmentos do setor produtivo e de serviços. Já a Manutenção para
a Produtividade Total (TPM), nasceu dos programas de melhoria de qualidade, no
“chão de fábrica”, portanto, adaptada ao setor industrial, fundamentando-se na
capacitação e integração dos atores, entre outras diretrizes.

A função disponibilidade e a função manutenção
O principal objetivo de qualquer empresa, nos dias atuais, é otimizar o desempenho da
planta produtiva, controlar e reduzir os custos de produção, aumentar ou pelo menos manter a
lucratividade. Nesse sentido a atividade de manutenção passa a ter como objetivo
fundamental, garantir patamares, cada vez mais altos, da disponibilidade do sistema
produtivo. Sem essa visão, os resultados da atividade de manutenção ficam restritos ao
desempenho de cada ação, perdendo a visão global.
Segundo a NBR-5462 (1994), disponibilidade é a capacidade de um item estar em condições
de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo de tempo
determinado, levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade,
mantenabilidade e suporte de manutenção, supondo que os recursos externos requeridos
estejam assegurados.
A disponibilidade de um dado produto ou sistema, está na verdade, diretamente associado
com a “qualidade temporal” ou vida desse sistema, se considerado reparável.


Objetivos da manutenção sistemática
*Melhorar a segurança.
* Aumentar a confiabilidade.
*Maior Qualidade e Produtividade
*Reduzir custos de operação
*Aumentar tempo de vida
*Valor final mais alto
Perdas a serem combatidas:
*Quebra
*Ajustes (setup)
*Pequenas paradas/ tempo ocioso
*Baixa velocidade
*Qualidade insatisfatória
*Perdas com start-up
 
Política de Manutenção:


*Projeto robusto.
*Manutenibilidade.
*Postura preventiva.
*Treinamento de operadores.
*Estoque estratégico de peças sobressalentes.
*Plano de Manutenção e de Contingência
*Redundância de equipamentos.
*Maior número de máquinas com menor utilização.

José Donizeti Lázaro
Técnico de manutenção Industrial

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